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Compra de caças representou 'anos de sofrimento', diz comandante da Aeronáutica

Compra de caças representou 'anos de sofrimento', diz comandante da Aeronáutica

18/12/2013 - 16h49

Compra de caças representou "anos de sofrimento", diz comandante da Aeronáutica

ALAN MARQUES
FERNANDA ODILLA
DE BRASÍLIA

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Numa mensagem de texto trocada pelo celular, o comandante da Aeronáutica, Juniti Saito, escreveu que, apesar de não "ter pedido as esperanças", o processo de compra dos caças para o programa FX-2 representou "anos de sofrimento".

Após mais de uma década de discussão, a presidente Dilma Rousseff decidiu pela aquisição de caças suecos Gripen NG, da empresa Saab, para a FAB (Força Aérea Brasileira). Deve ser adquirido um lote inicial de 36 aeronaves de interceptação.

Após mais de dez anos, Dilma escolhe caças suecos para a FAB

Menos de uma hora antes do anúncio oficial da compra dos caças, Saito foi fotografado trocando mensagens sobre a decisão do governo na tarde desta quarta, durante cerimônia no Senado.

Gripen, da sueca Saab

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O caça sueco Saab Gripen NG, durante voo

Ele recebeu uma mensagem de uma pessoa identificada apenas como Araújo, que escreveu em francês "A la chasse!" ou, em tradução livre, "aos caças!".

Em tom de desabafo, Saito respondeu a mensagem: "Embora nunca tenha perdido as esperanças foram anos de muito sofrimento e, especialmente, para todos os nossos jovens pilotos de caça. Mas a perseverança, a união de todos e apoio incondicional ao CMT [foram fatores fundamentais para essa vitória ".

Saito e o ministro Celso Amorim (Defesa) anunciam em entrevista coletiva marcada para as 17h detalhes da aquisição dos caças.

O processo de compra se arrasta desde 2001, no final do governo Fernando Henrique Cardoso. Os três concorrentes eram o Rafale, da França, Boeing F/A-18 dos Estados Unidos, e Gripen NG da Suécia.

Em 2009, durante visita do então presidente francês Nicolas Sarkozy, o caça Dassault Rafale foi anunciado como o escolhido pelo presidente Lula, mas o governo brasileiro recuou após a insatisfação da FAB, que não havia sido consultada sobre a decisão.

Também pesou contra os franceses o preço do Rafale, cujo pacote inicial chegou a US$ 8 bilhões. No governo Dilma, os americanos ofereceram um atraente pacote, orçado em US$ 7,5 bilhões mas com muitas compensações. No entanto, o escândalo de espionagem contra o Brasil por parte da Agência Nacional de Segurança norte-americana derrubou politicamente o negócio.

Assim, o Gripen, criticado por ser menor do que os concorrentes e menos testado em combate, voltou à condição de favorito que a própria FAB havia declarado em seu primeiro relatório sobre a escolha, em dezembro de 2009. O pacote de 36 aviões foi oferecido por US$ 6 bilhões, mas a compra pode acabar em torno de US$ 5 bilhões.

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